Mulheres da minha vida I

 

Doralice era alta, magra, delicada e muito, muito meiga. Suas faces eram suaves e combinavam com sua voz calma e envolvente. Seus cabelos morenos e lisos, sempre cortados à altura do ombro, moviam-se em uma alegre ondulação quando ela andava. Doralice era uma doce e linda criatura. Ela trabalhava como estagiária na empresa de um amigo meu e no começo nós nos víamos somente quando eu o visitava. De pequenas conversas de corredor, surgiu uma carona e depois um cinema, um jantar e saídas às discotecas. Em alguns meses estávamos namorando e uma grande afeição nos envolveu. Passeávamos de mãos dadas, íamos a parques, passeios no campo e visitávamos amigos.

Éramos um casal de namorados absolutamente simples e alegres. Mas o envolvimento e a proximidade trazem sempre a intimidade e como conseqüência em pouco tempo o desejo de fazer amor com àquela linda mulher era totalmente incontrolável. Primeiro foi a fase dos beijos e abraços. Passamos para as carícias mais íntimas. Quando ficávamos a sós, eram momentos ótimos em que abrir os botões de sua blusa e soltar as presilhas de seu sutiã proporcionavam momentos de excitação e desejo. Era delicioso beijar seus seios pequenos, os mamilos endurecidos sentindo seus dedos entrelaçarem em meus cabelos.

Doralice, nunca tinha tido relações antes e ela se sentia insegura em me fazer o primeiro homem de sua vida. Um belo dia, um pouco temerosa, ela me disse que estava pronta para mim. Fomos para um motel, tomamos vinho, dançamos e ficamos muito tempo trocando caricias e beijos. Fomos despindo nossas roupas aos poucos ate que estávamos deitados completamente nus. Beijei seu corpo inteiro, o pescoço, os seios, o ventre. Beijei as carnes entre suas coxas e me detive em seu sexo.

Apesar de sentir que Doralice estava tensa, não ouvi um não de sua boca, ao contrário, ela se esforçava para que aquele momento fosse inesquecível. Tentei então a penetração. Coloquei-me entre as pernas de Doralice que se abriram sem restrições. Mas Doralice estava demasiadamente tensa e apesar de todas as carícias e preliminares, seus músculos vaginais estavam por demais contraídos e eu não conseguia a penetração. Não quis forçar. Eu não queria machucá-la. Aquele era um momento de grande carinho e não seria bom que ele fosse lembrado por momentos de dor. Deitei-me a seu lado e a abracei. Ela me pediu desculpas e eu sorri. Disse que ela não devia se preocupar, que o tempo e natureza seguiriam seu curso. Tentaríamos outras vezes e por certo tudo sairia bem. Vi lágrimas em seus olhos. Ela se aproximou de meu rosto e me beijou com suavidade. Seus beijos seguiram por meu pescoço, meu tórax e estômago. Com meus olhos fechados, eu me sentia amado por aquela doce mulher e envolvido pelas suas carícias. E de repente, eu senti Doralice beijando meu membro, colocando-o dentro de sua boca com tal delicadeza e carinho que não pude resistir ao calor que o envolvia e gozei de tal forma que nunca pude esquecer aquele momento pelo resto de minha vida. Meus olhos se envolveram em lágrimas e senti o doce sabor da felicidade. Aquilo foi para mim, a primeira revelação de como sexo e amor se combinam de forma tão maravilhosa. Aquele ato, não tinha sido apenas mais uma de minhas aventuras. Foi algo sublime, maravilhoso e repleto de emoções puras e sinceras. Durante vários dias eu me sentia como que ausente do mundo e meus passos não sentiam o peso de meu corpo.

Doralice foi minha namorada, amante e companheira por quase dois anos. Estive muito perto de pedi-la em casamento, mas como em outras vezes, me achava jovem demais para tal compromisso e com um longo caminho a percorrer antes daquela decisão. Nos tempos em que ficamos juntos, nos divertimos muito e nos curtimos muito, na cama, no chuveiro ou simplesmente no cinema. Minha decisão de morar por uns tempos nos Estados Unidos me afastou de Doralice. Se eu tivesse pedido, estou certo ela teria me acompanhado. Mas eu fui e ela ficou. Quando voltei, alguns meses depois, ela tinha outro companheiro e eu não podia reclamar. Tentei convencê-la a voltar comigo e embora tivéssemos mantido contatos eventuais por telefone, ela se mostrou firme na decisão de ficar com seu namorado.

Um dia soube que ela houvera terminado seu relacionamento e ela acabou aceitando meu convite para almoçar. Repetimos esses almoços algumas vezes, mas minha vida estava meio complicada nessa época pelas muitas viagens que fazia e por algumas indefinições profissionais. E não pude dar a atenção que Doralice merecia. Um ano depois, soube por um telefonema, que ela iria se casar com um colega de trabalho. Fiquei triste por perdê-la mais uma vez, mas contente ao mesmo tempo. Doralice foi para mim uma mulher maravilhosa em todos os sentidos. Nunca mais tive noticias dela. Perdi contato com os amigos comuns, mas pelo que soube, acho que Doralice ainda está casada e sinceramente espero que ela tenha encontrado seu caminho e sua felicidade.

 

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2 Responses to Mulheres da minha vida I

  1. MARIA CÉSAR says:

    SE é verdade q nem todas as primeiras vezes são inesquecíveis, de certeza, essa deve ter sido uma delas.
    Intenso texto………………
    bjs

  2. Poeta Maximus says:

    Intensa foi a paixão que viví com ela… Doralice foi a mulher mais meiga que conheci em toda minha vida. Mas eu era muito jovem, queria conhecer o mundo, viver outras aventuras e eu não tive coragem de assumir aquela relação. Hoje, muito anos depois,  as aventuras que vivi pelos cinco continente estão qause esquecidas, mas cada um dos dias que vivi com Doralice ainda estão vivos na minha memória.
     
    Beijos intensos…. (rs)
     
    PS. É bom esclarecer que Doralice não é o verdadeiro nome…
     
     

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