Ansiedade

 

Pesquisar poetas na Internet, faz de certa forma, parte do meu trabalho. Esta semana, enquanto ajudava uma aluna a encontrar alguma referências bibliogáficas, me deparei com uma poetisa Uruguaia, Marilina Rébora, quem nào conhecia, mas que me chamou atenção pela forma pura de seus versos e por seus sonetos de estilo clássico. Uma poesia suave e gostosa de ler. Apesar de que poesias traduzidas nunca tem o mesmo valor da original – perde-se em ritmo, rima ou métrica, sem falar da perda de contexto – Traduzi um dos sonetos de Marilina para colocar aqui no Blog. Espero que gostem.

 

Ansiedade

Ânsia de entrar um dia na ponte de comando
Receber no rosto o castigo do vento
Sem nunca arribar, sempre navegando
Sem dúvidas ou temores, cansaço ou desalento

E sem se quer saber, de que forma ou quando
Há de concluir a viagem – o milagre do conto-
Nem quando retornar para meu leito brando
Nem para a antiga janela, nem ao dourado aposento

Os lábios acres de sal, brisas fortes pela frente
Perdido no horizonte, sem destino a nave
Sem nada que a guie, sem ninguém que a oriente

Flutuando pelas ondas, embalada na crista
Apenas sobre o mastro das asas de alguma ave
Só o rumor do mar, e Deus como resposta

Marilina Rébora,

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One Response to Ansiedade

  1. Sara says:

    Ora ora! Você tem razão Maximus. Mas a sua tradução foi maravilhosa. Não se perdeu o conteúdo poético e a beleza dos versos.  Adorei!
     
    Beijos poéticos

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