Assassinato

Uma menina de 13 anos foi violentada por três homens na Somália.

E o que acontece?

Ela é condenada pelo tribunal local à morte por apedrejamento conforme ditam as leis Islâmicas, enquanto os verdadeiros culpados nada sofrem.

E no dia 27 de outubro, Aisha Ibrahim Duhulow morreu. Mil pessoas presentes ao estádio assistiram a 12 homens jogarem pedras na pobre menina, até que ela não mais respirasse.

Em gritos de “Alah seja louvado” a turba se retirou do lugar deixando apenas o pequeno corpo da criança para que algum piedoso se encarregasse do enterro.

Eu que dedico minha vida a amar as mulheres, não podia ficar calado e insensível a este fato.

Você pode?

 

Veja a fonte da notícia aqui. E repasse a noticia para todos que puder.

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4 Responses to Assassinato

  1. Raquel says:

    Isso é muito triste,desumano, algo absurdo,uma atrocidade.O que me espanta.é como são capazes de fazer uma coisa dessa!
    Quando isso irá acabar!
    Beijos
    http://sex-appeal.zip.net
    http://cara-nova.zip.net

  2. Sara says:

    Não….Ninguém pode, Maximus. Uma barbárie jamais poderá emudecer e calar o grito ante a desumanidade. Para que haja eco em todos  humanistas que lutam para impedir tais absurdos e um grito eficaz que seja suficientemente forte para aqueles que esperam e creem na possibilidade de um mundo melhor, justo e humanitário. É um país pobre, conturbado por guerras, com varias ligações com o terrorismo. Um país doente, onde não  há espaço para o os princípios básicos dos direitos humanos. Um governo desgovernado e sem nenhum interesse pelo ser humano. Onde a vida é nada. Pois o governo da Somália negou-se a intervir.
     
    É uma má árvore  como a referida num dos discursos de Rui Barbosa sobre a boa e a má árvore:
     

     
    "como se trouxessem maldição desde a semente, vêm à luz mesquinhas e amofinadas, logo a assomar do primeiro rebento à flor da terra esmarrida. O caule, magro e torturado, se lhes esgalga, definhando. As vergônteas enfezadas se agüentam a custo, parecendo rever tristezas e cansaço. Desflorida, estéril, calva de folhagem, a ramaria agita contra a luz o espetro da sua nudez, que os musgos, os fetos, as parasitas, as lianas do mal envolvem nos restos de um sudário esgarçado e rôto. Os dias a vão mirrando, em vez de a reviçarem; do lenho esgrouviado e sêco se lhe extingue a vida; as últimas sementes da sua inanição lhe juncam por baixo o raizame descoberto, enquanto, pelos galhos, que estalam de aridez, raro se avista ainda um ou outro pomo a cair de carcomido e pêco."
     
     
    Fiz um texto outro dia para o blog da Lusofonia, para um outro problema, muito menos sério e significativo, como este. Contudo,  cabe aqui um trecho, que expressa o meu repúdio a qualquer ato de arbitrariedade e desrespeito aos direitos humanos
     
    Os nossos códigos desde Hamurabi até os mais modernos têm como fonte maior a ética para impor seus postulados à sociedade das mais primitivas às evoluídas.
    A partir daí, outras linhas são traçadas no caminho da humanidade a indicar-lhe o direito sagrado à liberdade como um dogma importantíssimo para o conceito do chamado direitos humanos. A liberdade no campo dos direitos humanos se destaca com grande eloqüência no segmento da expressão livre para o desenvolvimento das idéias e da cultura, sem fronteiras físicas, psicológicas ou outros impedimentos secundários ou precários. A liberdade de expressão se harmoniza muito com o conceito de boa vontade do homem em sua plenitude de pensamento, como na lição de Kant “ nem no mundo, nem em geral, fora do mundo é possível pensar nada bom sem restrição, a não ser tão só uma boa vontade.”
     
    Quando a obra do homem tem como ponto máximo a boa vontade, em todos os sentidos da vida, a plenitude dos direitos humanos se materializa de modo a engrandecer cada vez mais o homem. Quem expressa sua ideologia composta inteiramente do bem, não pode sofrer sanção como censura ou exemplo expresso para os demais. A sanção, quer seja com a pena; quer seja com a reprovação por mais leve que seja, afronta o corpo e a alma de quem pensa e de quem quer ver a fraternidade ser a fonte de toda harmonia e unidade entre os homens, independente de todas as diversidades em outros ângulos da vida.
     
    Assim, Maximus, impor disciplina repressora a quem pensa bem atinge os direitos humanos da pessoa que há de ser preservada e garantida, enfim, um lugar de destaque para a humanidade que tanto lutou e luta para a a garantia esses direitos fundamentais. 
     
    Quando se fala do bem comum, da fraternidade entre os homens, do crescimento das idéias, tudo vêm em seu apoio, como a ética, a moral, a ciência, a religião em todas as suas modalidades. A religião pode fazer parte da vida do homem, mas não pode impor rigorosamente regras exclusivas. Se este for o comportamento nas relações humanas onde a religião decide, a divisão dos homens se realiza, o que não é bom para a própria fraternidade e amor ao próximo, dogmas até divinos. A união entre os homens não pode ser ameaçada ou atingida pelo egocentrismo de uns em dentrimento do crescimento dos demais nas relações sociais, culturais e até religiosas.
     
    Espero portanto meu amigo, que  todos que se esforçaram pelos direitos humanos para que seja uma regra adotada para uma convivência mais justa e fraterna soltem a voz e dirijam olhos e ouvidos e estendam as mãos em socorro dos que ainda sofrem este tipo de barbárie.
     
     
     
    Grande beijo, amigo
     
     

  3. p says:

    Eu fico sem palavras…. mesmo. Vou fazer copy e repassar em mail. Deixo em silêncio o meu grito de revolta…

  4. MARIA CÉSAR says:

    Realmente, revoltante! É inconcebível, nos dias atuais, q esse tipo de absurdo ainda aconteça. Pessoas cruéis, insanas religiões, falta de bom senso, enfim, nenhuma palavra será capaz de decifrar o q acontece nesses países sem amor, sem alegria, apenas guerra e ilusão.
    bjs saudosos querido Poeta……………

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