Transparências

 

Lembro-me da neve da montanha
E do assobio agudo do vento
O quarto frio sem aconchego
A noite solitária em minha cama

Lembro-me das páginas deixadas em branco
sem versos que marcassem suas longas linhas.
Na parede, uma janela e tua figura enternecida,
A dançar em passos lentos, ritmos de um tango

Lembro-me da manhã, dos lençóis desarrumados
Marcas de uma noite de excessos e de orgias
E dos aromas e perfumes de tua doce suavidade

Lembro-me como foram bons aqueles fatos
Teu corpo envolvido em claras transparências
E eu a percorrer extasiado, toda tua intimidade.

 

Poeta Maximus / 2008

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3 Responses to Transparências

  1. Sara says:

     E há algo mais excitante do que a ternura envolta de sensualidade? Nossa que delícia de soneto!
     
      "Lembro-me como foram bons aqueles fatosTeu corpo envolvido em claras transparênciasE eu a percorrer extasiado, toda tua intimidade…."
     
    E com o  aromas e  perfumes… Este soneto é puro êxtase, Maximus!
     
     
    Amigo, ler um soneto deste dá uma vontade louca de  transar com as letras rsrrs. E ao ler, de certa forma é o efeito que nos  causa….
     
    MARAVILHA!
     
     
    Ah, não sou curiosa, mas você sabe instigar /buscar a curiosidade feminina. Então o que seria  Beijos 4.4.3.3?
     
     
    Sempre um prazer vir aqui, creia.
     

  2. Poeta Maximus says:

    Sam;
     
    Fico feliz que você tenha gostado deste soneto. Foi originalmente escrito há quase quatro anos e eu ainda não estava satisfeito com a forma final. Por isso ainda não o havia publicado. Hoje, revisando alguns trabalhos, encontrei o soneto abandonado e em um momento de inspiração, lembrando das razões pelas quais eu o havia escrito, vieram-me as palavras que estavam faltando. Por isso eu o coloquei no blog hoje.
     
    Ah… 4.4.3.3 –  Essa é a forma de todos os sonetos. Quatro estrofes no total. Duas delas com 4 versos e duas com 3 = 4.4.3.3 – Sonetos puros, como o que voce postou do Ronaldo Cunha Lima,  também incorporam alguma regras de métrica e rima. Nos Tercetos as rimas se alternam sntre as estrofes.
     
    Beijos parnasianos…
     
    Poeta Maximus
     
     

  3. Sara says:

    Maximus,
     
    estou rindo muito…Acho que o óbvio escapa a imaginação feminina! Nossa imaginação é tão fértil, que não enxergamos o óbvio hahahahahaahahaha! Não poderia ser o Expresso 2222, de Gilberto Gil! Estou grávida de imaginação rrsrsrs.
     
    Não que eu saiba com exatidão as técnicas e formas de sonetos,estruturas de cordéis, métricas, rimas ricas e pobres,etc. Mas é porque não me passou pela cabeça mesmo! Quem sabe poderia ser um exercício respiratório de ioga, onde prendemos e soltamos a respiração e sua aplicação num beijo? Rssrs
     
     
    Beijo

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