Soneto ao Avesso

 

Cobrirei as células de tua pele
Com infinitos beijos de meus lábios
A morder a cada instante célere
os átomos cônicos de teu destino

Verter de teu ser toda a umidade
De teus fluidos a te fazer eterna
Como manhã pálida de primavera

Deixar em ti meu instante único
Meu gozo pleno de jovialidade
Nas abissais curvas de teus seios.

E morrer então a cada movimento
No estertor de cada um segundo
e renascer em teu líquido uterino
E ser feliz nesses bons momentos

 

Poeta Maximus / 2008

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2 Responses to Soneto ao Avesso

  1. p says:

    Belíssimo este teu poema! Derreteu-me, aqueceu-me neste dia frio, levou-me longe para perto de quem amo…. por isso obrigada!

  2. Sara says:

     Lindo sim….E que felicidade…
     
     
    Beijos!

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