Pequenos Prazeres Eróticos

Desde de que me lembro, ainda criança eu já cortava sozinho as unhas do meu pé. Achava até engraçado, coisa de biba, quando via homens adultos em algumas barbearias, usarem os serviço de uma das atendentes do salão para fazerem pedicure. Até que um dia, após um pequeno acidente esportivo, fique temporariamente limitado nos meus movimentos, não podia dobrar minhas pernas e por isso, cortar as minhas próprias unhas era tarefa impossível. Tive então que pela primeira vez, usar os serviços de uma pedicura e confesso foi uma experiência bastante agradável.

Anos se passaram e voltei a fazer eu mesmo as minhas unhas, até que tive de novo uma pequena lesão muscular e precisei recorrer de aos serviços de uma profissional. Só que desta vez, eu já morava no exterior, a forma em que fui tratado, foi uma experiência totalmente distinta da que conhecia no Brasil e isto acabou se tornando um pequeno prazer erótico, e confesso que o venho repetindo a cada quinze dias.

A moça que me atende, é uma linda morena, e seu olhar oriental, olhos puxados, pele claríssima, cabelos longo e lisos e com um corpo alto, esguio e postura ereta elegante, deixam evidente sua origem asiática. Com as freqüentes visitas fiquei sabendo mais de sua vida,  de sua vinda para este pais, fugida do Vietnam quando tinha apenas 15 anos, para se casar por aqui com um noivo arranjado pelas famílias. Digamos que o nome dela é Vivian. Na verdade isso pouco importa.

O ritual de fazer as unhas é todos especial. Sento-me em uma cadeira alta, que tem um dispositivo para massagear as costas e uma pequena tina para fazer hidromassagem nos pés. Depois de alguns minutos de uma relaxante hidromassagem, Viviam, se coloca aos meus pés, sentada em um minúsculo banquinho e com muito zelo, toca-me, aplicando com suavidade um creme hidratante, antes de começar a tratar minhas unhas. Do alto da minha cadeira, vejo seu sorriso entre minas pernas e a minha posição elevada me dá uma clara visão do seu decote e a cada vez que ela de abaixa um pouco mais, posso ver os detalhes do seu sutiã aparecendo.

É como um jogo de esconde-esconde, aonde a cada movimento, eu procuro descobri aonde estão escondidos os seus seios. Após cortar as unhas, faz parte do ritual uma massagem com panos quentes nas panturrilhas e canelas e a cada vez que ela toca os músculos da minha perna, meus pés marotamente encostam em seus pequenos seios. Até hoje não sei se ela faz isso de propósito para me provocar, ou se simplesmente é um descuido tão natural que ela já não percebe. E assim, a cada ida e vinda do seu seus braços, quando Vivian pressiona minhas pernas, lá está a ponta dos meus pés a tocar os delicados seios daquela sensual e simples mulher.

Esse ritual tem se repetido praticamente a cada duas semanas. Durante esse sutil jogo de cariciais, não trocamos nenhuma palavra, apenas sorrisos delicados, e talvez pensamentos mal intencionados da minha parte e que me deixam enlouquecido pelo prazer erótico desses momentos.

As duas últimas vezes que lá estive, Viviam estava sorridente como sempre, mas pela primeira vez percebi que ela não usava sutiã. Assim, nos momentos em que ela se abaixava para cuidar de meus pés, ela me deixava ver, através de seu decote caído, seus seios nus e o detalhe de seus pequenos mamilos. Junte-se a isso um sorriso meigo e uma carícia nos pés, e tenho que confessar que isso me dava um enorme prazer. E, quando meus pés marotamente encostavam em seus seios, uma enorme e prazerosa sensação de adrenalina enchia meu corpo já excitado.

Nada além desse jogo sensual aconteceu ou acontece entre nos dois, mas quero crer, que ele não é apenas só meu prazer secreto. Tenho quase certeza, que ela Viviam, também gosta dessa sensação de erotismo e deste jogo, em que ela me provoca silenciosamente.

Enquanto for possível vou continuar me dando ao luxo deste pequeno prazer erótico. E muito embora pareça que a cada nova sessão esta brincadeira está ficando mais explícita, o fato é que não existe limite para o erotismo e a graça toda do jogo esta em se fazer algo diferente e surpreendente a cada nova sessão. O prazer da novidade e da descoberta são os melhores afrodisíacos que eu poderia desejar.

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2 Responses to Pequenos Prazeres Eróticos

  1. sam says:

    Olá Poeta Maximus!

    Ora veja! Um texto excelente e que transmite bem ao leitor estes momentos de delícias. Além da narrativa a reflexão correta de que todo o corpo tem a sua porção e percepção de prazer. Principalmente quando os pensamentos giram a favor.

    Bom fim de semana! Beijos com carinho

  2. Marrie says:

    Tenho q confesar….. acho muito mais excitante o jogo da sedução do q a conquista propriamente dita!!! Gosto da provocação, da tentação, enfim…. gosto da sacanagem implícita…..rs
    bjs

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