Eu Poeta

Para quem me mandou beijos, perguntando se eu era poeta mesmo, assim respondo em versos:

Consumirei teus beijos com douçura e deleite.
A imaginar pasmado o teu ardor latente
A entrelaçar teus lábios junto aos meus dentes
entre suspiros dados tão sofregamente…

Na verdade, o ser poeta é o resumo do que eu sou.

Minha formação multidisciplinar me permite entender que as barreiras que a sociedade nos coloca são absurdas, e por isso, teria que encontrar uma forma de cair fora das imposições de uma vida cartesiana.

Dai a poesia é minha forma de escape, pois nela, tudo é permitido.

Ao poeta é permitido escrever errado, falar de sexo, paixão, morte, vida.
Inventar ou mentir.
Na minha poesia posso ir do absurdo ao realismo, da alegria à dor mais profunda.
Conviver entre o ódio e o amor, em rima e harmonia.
Posso ser cruel e realista ou doce e sonhador.
Posso ser o amante ou o amado.
O traído ou o traidor.
Não ha limites na poesia.
E é isso o que me atrai nela…

 

Querida leitora…

Eu escrevo poesias há muito anos. Tenho até livros publicados e muito e sempre me surpreende quando encontro minhas poesias reproduzidas em sites na Internet, porque quase sempre são sites escritos por mulheres.

Isso talvez porque minhas poesias falam de amor, paixão, romance e claro, falam também de sexo.

Talvez você tenha ficado curiosa para ler meu livro de poesias publicadas.

Mas para que isso pudesse acontecer eu teria que te dizer quem sou de verdade, com nome e sobrenome e meu anonimato aqui na blog esfera estaria perdido para sempre, com consequências imprevisíveis.

….

Mas mudando de assunto quero comentar sobre uma tema que discutimos muito esta semana: desejos sexuais reprimidos. Isto não é um fato incomum entre mulheres. Há muita literatura acadêmica discorrendo sobre este assunto.

Na verdade, tudo começa quando a libido esbarra e é limitada pelas convenções sociais e moralistas.

Uma pena, pois viver seria muito melhor e mais doce, se essas condicionantes não existissem. Há porém um outro lado da questão.

Muitas vezes gostamos de alguma coisa, só porque ela esta além dos limites do que nos é permitido. Alguns autores chamam a isso de síndrome do fruto proibido. Mas essa é uma longa discussão que vai ficar para uma outra oportunidade.

E em função deste tema, quero terminar apontando para este artigo que foi publicado recentemente na UOL. Tenho certeza que muitas mulheres se identificam completamente com o que esta lá escrito, inclusive a leitora que me escreveu.

Brasileiro é falso moralista

http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2012/04/27/brasileiro-e-falso-moralista-e-duas-caras-quando-se-trata-de-sexualidade-afirmam-historiadores.jhtm

.

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One Response to Eu Poeta

  1. marrie says:

    Li o texto………..rs

    Identifiquei-me ao contrário!!! Enqto elas mentem dizendo ter tido um ou dois para esconder o número exato, com todo o meu fogo, por vezes sinto q vc continuar sendo apensas dele! Apesar de ter pensado um número maior q esse….rs

    bjs numéricos

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