Arquétipos Femininos

 

Na minha busca para entender melhor o universo feminino, desenvolvi ao longo dos anos, algumas ideias para tentar explicar aquilo que é quase inexplicável. O Ser Feminino. Elas tem me sido muito úteis  tanto do lado profissional, quanto do meu lado de poeta e amante.  Depois de muito refletir, decidi expor aqui no blog um resumo de minhas anotações. Quero saber o que pensam aqueles que me leem.

Começei a desenvolver a ideia do arquétipos femininos a partir da leitura de textos clássicos, a começar pelos filosofos gregos e acreditem, lendo muito Sheakepeare. Na verdade foi meu interesse em ser ator na época em que era estudante na universidade, que me fez estudar os personagens clássicos do teatro Grego pois é sobre a análise dos Arquétipos que se constroi toda a dramaturgia moderna ,a qual nada mais é do que a reflexão da alma humana colocada em forma de personagens. Jung também trouxe esses conceito e ideias para a psicanalise.

Quem tabalha em áreas cercanas a psicologa ou arte dramática suponho conhece este personagens e seus comportamentos maniqueistas:  O Héroi, o Vilão, o bem e o mal, a lealdade e a traição. São apenas alguns dos personagens fundamentais na construção do teatro (e da literatura clássica) pois representam a essência da sociedade em qualquer época ou geração.

Estudando textos antigos, em um dos trabalhos que fiz,  usando como base outro estudos similares, criei um modelo que utiliza quatro arquétipos femininos e que pretende definir a mulher com uma composição dinâmica desses personagens. Identifiquei esses personagens como:

    • A Bruxa
    • A Santa
    • A Martir
    • A Puta

E porque esses quatro arquétipos? Primeiro, porque ninguem tem dúvida sobre o que eles representam. O comportamento desses personagens são rápicamente identificados e entre si eles se colocam de maneira radicalmente oposta. A Puta é o oposto da Santa. A Bruxa (a que faz os outros sofrerem) é o oposto da Martir (a que sofre pelos outros). Se utilizarmos um modelo de quadrantes, cada um desses personagens estará em um extremo oposto, tipo, norte sul, leste e oeste.

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Cada um desses pesonagens tem também atributos marcantes que as identificam e alguns deles são:

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É claro que este é um modelo conceitual, mas que nos permite entender um pouco da alma feminina.

Usando este grupo de quatro personagens, o analista pode então tentar avaliar o quanto de cada arquétipo esta presente no paciente, aonde ela se localiza: Em uma escala de zero  100% é possivel definir pelo comportamento observado ou pela história contada, o  quanto cada paciente tem de Bruja, Martir, Santa ou Puta. O total não pode passar de 100%.  No entanto a posição no quadrante não é fixa ou permanente.  Cada mulher a cada momento, ocupa um ponto distinto no quadrante, mas toda mulher muda constantemente de posicão  e na verdade cada mulher se define atraves de uma área dispersa, ou núvem,  com posições que se movem da direita para a esquerda, de cima para baixo, sendo as vezes mais bruxa, ou mais martir, ou santa ou puta. A título de exemplo, imagine a mesma mulher pode ser um dia representada pela área do triangulo azul e em outro dia pelo triangulo vermelho no gráfico acima. A zona de conforto ou comportameno usual, é a intersecção dos dois triangulos, aonde as multiplas facetas de uma mesma mulher  compartilham as mesmas características, motivações e desejos.

Complicado? Sim, talvez. A Alma humana é complexa e multi-facetada. Por isso repito: Mulheres não tem uma única definição. Elas navegam por um delicioso espaço polidimensional que somente as mulheres tem o previlégio de poder navegar. Ego e Alter Ego viajam por latitudes distintas.

Mulheres… Aproveitem a amplidão dessa alma que vos leva por esses caminhos tão diversos e tão cheios de possibilidades. Não deixem que o Ego limite as expêriencias que vosso Alter Ego traz para o jogo da vida. Não deixe o lado Bruja dominar o lado Martir  e não deixe  a Santa a eliminar a Puta que muitas vezes dorme latente dentro de vocês.

Os homens,  com certeza agradecerão.

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